Restauração recupera 54% de faturação na reabertura

  • Restauração regista mais 65% de estabelecimentos abertos e 54% de faturação global. Retalho Alimentar Tradicional, moda e gasolineiras também crescem na terceira semana de desconfinamento;
  • Na terceira semana de desconfinamento em Portugal, o número total de transações e a faturação global continuam a aumentar, tendo atingido mais 10,5% e 7,9%, respetivamente, face à semana anterior;
  • Portalegre é o primeiro distrito a registar valores de faturação iguais ao período pré-pandemia, enquanto Lisboa continua com quebras de faturação de 38%;
  • Contactless regista níveis de faturação praticamente 60% acima dos valores pré-pandemia e representa já 23% da faturação global.

A REDUNIQ, a maior rede de aceitação de cartões nacional, acaba de divulgar novos dados do REDUNIQ Insights sobre as principais tendências na evolução das transações durante as primeiras duas semanas que marcaram a primeira fase do plano de desconfinamento em Portugal. De uma forma geral, o número de transações e o valor de faturação mantiveram-se da primeira para a segunda semana de maio, e a nível distrital a atividade transacional na primeira semana de desconfinamento correspondeu a valores entre os 70 e os 80% daquilo que foi observado no início de março.

A REDUNIQ, a maior rede de aceitação de cartões nacional, acaba de divulgar os dados referentes à evolução das transações dos negócios portugueses na terceira semana de desconfinamento em Portugal.

Segundo o documento elaborado pelo REDUNIQ Insights, o início da segunda fase do plano de desconfinamento português trouxe uma subida tanto no número total de transações como na faturação total, 10,5% e 7,9%, respetivamente, face à semana de 10 a 16 de maio. Ao nível de faturação global, o valor registado representa já 73% do total alcançado na primeira semana de março, o que, para o Diretor da REDUNIQ, Tiago Oom“reflete uma crescente recuperação da atividade económica em Portugal, que acabou por ser impulsionada na semana passada pela reabertura de mais 5.700 pontos de venda, em parte estabelecimentos de restauração”.

Em relação à evolução transacional dos diferentes setores de atividade, o grande destaque vai para a restauração, que retomou a sua atividade no dia 18 de maio. Na sua primeira semana de atividade, este setor registou mais 65% de estabelecimentos abertos em relação à semana anterior, tendo estes conseguido aumentar em mais de 54% a faturação global desta atividade. Apesar disso, este valor representa apenas 40% da faturação no período pré-pandemia, um cenário que, de acordo com Tiago Oom, se justifica por três fatores essenciais: “Pelo facto de ainda 30% dos restaurantes e cafés não terem retomado a sua atividade; porque provavelmente existe ainda algum receio por parte da população em frequentar este tipo de estabelecimentos, mesmo que estes tenham agora de cumprir um conjunto de medidas de segurança e higienização para prevenir possíveis contágio do vírus; bem como pelo «desaparecimento» de turistas que representavam uma fatia importante do consumo em restauração”.

Sobre as próximas semanas deste setor, Tiago Oom perspetiva que “se poderá assistir a um aumento da faturação em terminais de pagamento automático (TPA), por força da desmaterialização de um conjunto de pagamentos que antes da pandemia eram efetuados com dinheiro vivo, assim como a um crescimento da faturação de alguns players que têm a opção de delivery (entrega ao domicílio), uma vez que esta modalidade tem vindo a ganhar cada vez mais expressão junto do consumidor português”.

Outra área que demonstrou também uma evolução positiva na última semana é o Retalho Alimentar Tradicional, que da semana de 10 a 16 de maio até à semana de 17 a 23 de maio aumentou em 19% a sua faturação, assim como o número de transações também cresceu 19% no mesmo período, “um claro reflexo da normalização da vida de bairro”, explica Tiago Oom. Por outro lado, os hiper e supermercados têm evidenciado uma enorme estabilidade ao longo das 3 semanas de desconfinamento, sendo que a sua faturação total representa agora 94% do total registado no período pré-pandemia, enquanto que o número de transações alcança 77% do total alcançado nesse mesmo período anterior à surto de coronavírus em Portugal.

Com uma igual tendência de crescimento está o setor da moda, que, apesar de não sentir o efeito da reabertura dos centros comerciais, cresceu 113% face à segunda semana de desconfinamento, tendo no passado dia 23 de maio (sábado) atingido um pico de faturação, que representou 68% do valor base de referência (o total de faturação atingido na primeira semana de março), em comparação com a média de 44% do valor base de referência observada ao longo da semana.

Da mesma forma as gasolineiras têm vindo a crescer em faturação consoante a retoma dos fluxos de mobilidade da população e das empresas, uma tendência que, para Tiago Oom, “se prevê manter-se estável nas próximas semanas e que possa vir a acelerar com o regresso de algumas atividades na terceira e última fase de desconfinamento”. Em termos de valores, da segunda para a terceira semana de desconfinamento, este setor cresceu 14% em faturação, tendo no dia 23 de maio alcançado pela primeira vez desde o fim do Estado de Emergência cerca de 90% dos níveis faturados no período pré Covid-19.

Tiago Oom destaca ainda algumas dinâmicas noutros setores já com atividade: “Enquanto que os cabeleireiros estão a estabilizar a sua atividade (atualmente com 97% do total faturado no período pré-pandemia), a saúde e as papelarias e tabacarias têm evidenciado uma contínua capacidade de recuperação (mais 18% e 25%, respetivamente, em relação à semana de 10 a 16 de maio), que se prevê prolongar-se no futuro próximo, sobretudo no caso da saúde. Por outro lado, a cosmética e as perfumarias demonstram uma menor capacidade de recuperação, tendo estagnado num nível que equivale a uma perda de 80% face ao período pré Covid-19”.

Já a nível distrital, a faturação global encontra-se dividida entre os distritos com maior resiliência em relação à quebra da atividade económica, nomeadamente os distritos de Bragança, Vila Real, Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, e os distritos com maior atividade turística e que sentiram a redução de decréscimo da mobilidade de pessoas e do consumo, sendo estes Lisboa, Porto, Faro, Madeira e Açores. Enquanto Portalegre foi o primeiro distrito do país a registar na última semana valores de faturação iguais ao atingido no período pré-pandemia (1 a 7 de março), e com um crescimento da faturação global em 9% face à semana de 10 a 16 de maio, já Lisboa mantém os seus valores de faturação muito abaixo do que foi registado na primeira semana de março, o que representa quebras de faturação na ordem dos 38% (na semana de 10 a 16 de maio esta quebra chegava aos 44%).

Por fim, uma clara tendência de crescimento neste período de retoma económica é ainda o aumento da faturação através do contactless, que representa agora um valor 59% superior ao registado na primeira semana de março. Já entre as semanas de 10 a 16 de maio e 17 e 23 de maio, a faturação alcançada através das transações efetuadas com esta tecnologia é de mais 11%, um valor que representa um total de 22,95% da faturação total dos negócios portugueses com aceitação de pagamentos da REDUNIQ.

A REDUNIQ, a maior rede de aceitação de cartões nacional, acaba de divulgar novos dados do REDUNIQ Insights sobre as principais tendências na evolução das transações durante as primeiras duas semanas que marcaram a primeira fase do plano de desconfinamento em Portugal. De uma forma geral, o número de transações e o valor de faturação mantiveram-se da primeira para a segunda semana de maio, e a nível distrital a atividade transacional na primeira semana de desconfinamento correspondeu a valores entre os 70 e os 80% daquilo que foi observado no início de março.

De acordo com o documento, o grande destaque vai para os pagamentos via contactless, que continuam a crescer em número de transações, tendo já ultrapassado em 64% o volume registado na semana de 15 a 21 de março (período em que se estabeleceu o Estado de Emergência). Enquanto que na semana anterior ao confinamento obrigatório este método de pagamento representava um peso de 13,30% no total da faturação, na semana passada essa percentagem atingiu os 22,26%.

Para Tiago Oom, Diretor da REDUNIQ“o aumento histórico do volume de transações efetuadas através da tecnologia contactless vem comprovar a crescente generalização da utilização deste método de pagamento pela população portuguesa, que agora reconhece as suas vantagens ao nível da rapidez, facilidade e segurança no processo de pagamento. Será certamente uma das tendências pós Covid-19”.

Esta evolução, acrescenta, “justifica-se sobretudo pela reabertura de cerca de 10 mil negócios a partir de 4 de maio, com a faturação das lojas físicas a aumentar 8,41% entre a semana de 26 de abril a 2 de maio e a semana de 3 a 9 maio, e com a estagnação desse crescimento na semana seguinte (de 10 a 16 de maio). Por outro lado, a faturação das lojas online manteve a sua curva descendente, tendo faturado menos 13,52% na primeira semana de maio em relação à semana que a antecedeu”.

Em relação à análise dos setores de atividades na primeira semana de desconfinamento, e após a divulgação do crescimento da faturação face à última semana de abril de atividades como os cabeleireiros (mais 1039%), as papelarias, livrarias e tabacarias (mais 84%), os serviços do Estado (mais 64%), e as gasolineiras (mais 14%), o segundo relatório do REDUNIQ Insights revela agora que o setor da moda aumentou a sua faturação em 270% na semana de 3 a 9 de maio, uma evolução que reflete a reabertura de cerca de 2.700 pontos de venda (mais 243% que na semana anterior). Com a mesma tendência de crescimento encontra-se a área das perfumarias, que alcançou mais 525% de faturação na primeira semana de desconfinamento, na qual abriram mais 150% lojas. Outro dado relevante para este setor foi o aumento do ticket médio, que subiu de 28,86€para 39,61€da última semana de abril para a primeira semana de maio. Ainda na primeira semana de desconfinamento, as retrosarias (que comercializam tecidos para a produção de máscaras), registaram mais 305% de faturação e mais 174% de aberturas de pontos de venda[TO2] , e que representa já 99% de faturação, se comprarmos a semana antes do estado de emergência, uma recuperação quase total do setor.

Já quando analisada a evolução das transações da primeira semana de desconfinamento (3 a 9 de maio) para a segunda (10-16 maio), outras áreas demonstram também uma tendência de crescimento, como é um caso da categoria de eletrodomésticos e tecnologia a manter o número de transações e o valor de faturação acima do que foi registado no período anterior ao Estado de Emergência (mais 43% de faturação do que na semana de 15 a 21 de março). A crescer estiveram as livrarias, com mais 38% de faturação, e a área da saúde, com um crescimento de faturação na ordem dos 27% entre as duas semanas.

Com uma tendência contrária estão as farmácias, que reduziram a sua faturação em 3% em relação à primeira semana de maio, o primeiro decréscimo no setor desde a semana de 22 a 28 de março. A estas junta-se o retalho alimentar, que, mesmo com os hipermercados e supermercados a apresentaram em abril crescimentos de faturação face ao mês anterior, acabou por chegar ao início de maio com um valor de faturação abaixo do ponto de partida, ou seja, menos 50% do que o valor registado no arranque do mês de março.

Segundo Tiago Oom, “parte desta tendência de quebra no valor de faturação do retalho alimentar reflete um conjunto de fenómenos, nomeadamente uma menor necessidade dos portugueses em comprar, uma vez que já se haviam abastecido de forma estrutural no fim de março e durante o mês de abril, e acredito que pela criação de novos comportamentos de poupança por parte de amplos segmentos da sociedade, que já estão a sentir o impacto da crise nos seus rendimentos”.